Pular para o conteúdo principal

Postagens

Carioca em São Paulo Minha viagem agora é com um rapaz jovem, 28 anos, bem sucedido profissionalmente, veio trabalhar em São Paulo, tendo saído de seu estado de nascimento e residência, o maravilhoso Rio de Janeiro, a convite de um cliente de então. Descolado, jeito informal, sua função na empresa é ser um hacker do bem, ou seja, ele testa as vulnerabilidades dos sistemas de informática corporativos, com isso sua empresa vende tais sistemas de segurança, além de orientar seus vendedores com tais diferenciais. Nada tão especial da vida atual, o mundo e as cidades ficaram "pequenas", as cidades ficaram próximas, as distâncias foram encurtadas, normal hoje um profissional mudar de cidade, estado ou até país. A questão profissional está na ordem do dia, ainda mais em um país como o Brasil, onde colocar-se profissionalmente é muito dificl, os requesitos necessários vão muito além de capacidades, intelecto, aptidão ou experiência. Quando perguntei o que ele achava da cidade de...
Postagens recentes
Alfredo Manhã de uma 4a.feira, novembro de 2018, ventos fortes e uma chuvinha deliciosa, dia começando, lá vou eu atender a mais um chamado de aplicativo. Meu passageiro em questão é uma passageira, uma senhorinha pequena em estatura, frágil pelos anos vividos, de andar lento, olhos vívidos e meigos. O filho da mesma solicitou o translado, eis que dna. Carmelita entra no carro e me dá um doce "bom dia moço". Começamos a conversar, e pelo desenrolar do diálogo, noto-a bastante nostálgica, falando da vida dos filhos; dois casados, outro divorciado, tudo trivial, nada muito diferente das famílias atuais, feitas ou desfeitas. Quando surge a figura do seu marido na conversa, falecido há mais de 15 anos, o Alfredo. Dona Carmelita, com seus 85 anos, é lúcida, rica em detalhes, bate papo gostoso, leve. Falando dos primórdios do seu casamento, das dificuldades financeiras, e de quando decidiu que iria trabalhar numa tecelagem, foi lá conversou com o  patrão, e deixou se...
Felipão Numa noite de sábado, em meados de novembro/2018, atendo um chamado em uma região periférica da grande São Paulo, próximo da 1 hora da manhã, como motorista de aplicativo. Surge meu personagem, um adolescente alto, cheio de espinhas no rosto, falando ao celular com bastante urgência. Interrompendo a fala ao celular, o mesmo se dirige a mim e diz, "meu irmão morreu". Tal fala ficou evidente, a mim, não tratar-se de um irmão consanguíneo, e sim um parceiro, um companheiro de baladas. Ato contínuo, estávamos nos dirigindo ao local onde seu "irmão" se encontrava. Quando  o indaguei acerca do motivo da morte, Felipe foi claro e preciso; a polícia o matou, ele vendia e consumia drogas. Sem surpresa alguma, ele ainda discorreu, de forma pormenorizada, todo seu conhecimento sobre drogas, sintéticas ou não, drogas "novas" ou com novas definições; "bala", "doce", são algumas que até então não as conhecia com tais denominações. Não ...